Relembre o motivo: a inclusão pode mudar a sua vida

Quem trabalha com a educação é porque ama!

Você já deve ter se deparado com fotografias como esta imagem, mas você sabia que ela se refere a educação? Sim, a educação movimenta a inclusão social e faz relembrar o motivo que te trouxe até aqui, posso te garantir que a inclusão pode mudar a sua vida. Além do mundo apreciar a conscientização, ela é capaz de aumentar o faturamento da sua Instituição. Fique comigo que eu vou te mostrar o porquê e como você pode fazer parte disso.

 

BREVE HISTÓRIA

Marcelo Pires, de 51 anos é um empresário amante da inclusão. A sua trajetória começou em um simples evento cotidiano em um semáforo fechado em São Sebastião. Ele viu a face de um menino cadeirante que vendia balas, se entristecer no momento em que um homem pagou por suas balas, mas não ficou com elas.

Segundo Marcelo, pensou “tem alguma coisa diferente aí”. Então, concluiu que o menino não queria apenas “trocados” e sim fazer parte de um negócio.

Saindo daquele lugar, o diretor comercial de uma empresa internacional percebeu que tinha que ajudar aquele cadeirante de alguma maneira. Após concluir que não podia terceirizar o seu chamado, se desligou da atual empresa e montou um posto de gasolina para empregar pessoas de diversas deficiências.

O posto, inaugurado em 2001, se chama Solidar, se referindo à ‘solidariedade’ e está localizado em São Sebastião, em São Paulo.

 

ONU

Marcelo passou a trabalhar para empresas como consultor de inclusão. Em um certo momento, viu que alguns de seus clientes tinham o desejo de estar na ONU para atender a ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). Foi quando Marcelo levou a Bosch, de São Paulo, a Padaria Real, de Campinas e a CAME, do Chile, a ganharem o prêmio de Empresas Super Inclusivas.

“A ONU foi para nós e para os clientes para consolidar um prêmio gigante, foi um presente.”, diz Marcelo.

 

A EDUCAÇÃO TRANSFORMA

A Consolidar (2010), empresa de educação para a inclusão, tem como combustível entender e acreditar que é possível muito através da educação. “A educação é o caminho”, afirma Marcelo.

A educação tem o papel de transformar mentes para que a cultura seja inclusiva. É necessário adicionar nesta educação todas as pessoas. De gestores, passando pelos colaboradores, até chegar aos pais para, assim, obterem uma cultura inclusiva.

Todos ganham com a cultura inclusiva, ou seja, não somente o deficiente, mas também aqueles que não possuem deficiência, pois vivendo numa cultura inclusiva, acaba se compreendendo gente de diversas características, portanto, compreende se a escola, pois a escola é gente.

 

EMPRESAS

Quando fala-se em incluir deficientes no mercado, fala-se em três grupos de pessoas:

1: Cotas – as pessoas que empregam deficientes para cumprir as cotas. Comum em empresas que querem estar bem com as leis.

2: Amor – para a empresa ser mais ética e mais humana. Comum em empresas que querem mudar o mundo.

3: Estratégia – para a inclusão visando o crescimento da empresa. Comum em empresas multinacionais.

População no Brasil:

25% tem algum tipo de deficiência;

54% são mulheres;

56% são afrodescendentes.

A maioria da população se refere a um grupo definido de diversidade. Ou seja, uma empresa que não se preocupa com esse tema está descartando a maior parte do país.

A orientação de multinacionais vem de fora, com o desejo de já entender que, com a inclusão, elas podem ter um mercado muito mais completo, ao invés de mais restrito.

Hoje, se não entender a inclusão social como potencial ponto de estratégia da empresa, o homem estará perdendo dinheiro, resultado.

A inclusão social como tática é muito forte no país. A maioria das empresas, nos dias atuais, incluem o deficiente em seus colaboradores como ponto de estratégia.

 

LEI

Falar de lei de cota, pode parecer algo muito polêmico. Para os gestores de uma escola é quase uma dor pensar que está fora da lei, querendo estar nela, mas de uma forma humana. Para muitos, é um desafio. Porém, basta entender que a lei de cota pode impulsionar a sua escola e te ajudar a ser melhor. Como?

A princípio, é preciso respeitar o diferente. Pense que a inclusão pode mudar a vida das pessoas e da sua Instituição.

É engrandecedor para uma criança, tanto deficiente quanto a não deficiente, estar numa escola que trabalha a inclusão, mostrando que a deficiência é apenas uma característica humana.

“A transformação para um mundo melhor começa com a inclusão nas escolas.”

Não deixe de fazer com que a sua escola seja inclusiva.

É importante mostrar aos pais o quanto é essencial para o filho ter contato com a inclusão e com pessoas deficientes, para assim crescer com qualidade e se tornar um humano muito mais humano.

Inclua em atividades, principalmente, os pais de alunos sem deficiência (podendo, ou não, terem pressupostos sobre o assunto) – para entenderem as diversas características que temos, pois somos todos diversidade e eles, como pais, podem ajudar na educação social do filho.

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